“Estou com dores, devo recorrer à osteopatia?”
A osteopatia acredita que o corpo tem em si todos os meios necessários para eliminar e suprimir disfunções. Quando isto não acontece e a função fica prejudicada, como a respiração e a mobilidade do corpo, significa que as estruturas, como os ossos, músculos ou órgãos, não estão livres para funcionar corretamente. Nestes casos, verifica-se uma quebra na harmonia entre a estrutura e a função do corpo.
Na maior parte das vezes, os sintomas que levam o paciente à consulta resultam da existência de zonas com excesso de mobilidade (hipermóveis), caracterizadas por um défice muscular. Estas zonas hipermóveis são, na realidade, uma compensação das zonas superiores ou inferiores que não estão livres (hipomóveis).
Os osteopatas utilizam o conhecimento das relações entre as estruturas e a função para identificar as zonas sem mobilidade, colocando em prática uma grande variedade de técnicas manuais, adaptadas a cada paciente, com o objetivo de melhorar as funções e, assim, otimizar a capacidade do corpo de autorregulação e autocuidado. Esta abordagem baseia-se no conceito de que o ser humano constitui uma unidade funcional dinâmica, na qual todas as partes se conectam entre si. A importância de tratar a causa primária, para além de favorecer a saúde, também facilita a recuperação e previne sintomas de repetição.
A reter:
- Tratar a causa e não o sintoma
- O corpo pode manter a autorregulação e a capacidade de autocuidado
- A estrutura e a função estão sempre relacionadas

“Recorri à osteopatia. Estou bem! E agora?”
O trabalho multidisciplinar entre especialistas em terapia manual e especialistas em exercício terapêutico preenche a lacuna entre a reabilitação e o bem-estar diário, alcançando um número de pessoas que, de outra forma, não perceberiam o seu potencial de movimento.
A importância do trabalho multidisciplinar
Após a libertação da zona hipomóvel que provoca a perda de harmonia no corpo, é urgente a manutenção da mobilidade dessa zona e o fortalecimento e estabilidade da zona com excesso de movimento. O alinhamento entre a mente e o corpo é o ponto de partida perfeito para qualquer tipo de estratégia de tratamento.
Ensinar o corpo a estar numa posição em que este se move e reage com mais eficiência
Um dos primeiros passos para melhorar os níveis decondicionamento físico prendem-se com: consciência do padrão respiratório correto; mobilidade pélvica; alinhamento da curvatura natural da coluna; posicionamento dos membros inferiores; colocação da caixa torácica; mobilidade dos ombros; estabilidade e alinhamento da cabeça, pescoço; língua e olhar.
O exercício como um medicamento diário
De forma a reduzir a probabilidade de lesões compensatórias, o fisioterapeuta reeduca o corpo para estar numa posição em que este se move e reage com mais eficiência. Assim, reduzir-se-ão os níveis de tensão indesejada e permitir-se-á que o próprio corpo consiga curar pequenos traumas do dia-a-dia.

