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Os Primeiros Mil Dias de Vida

8 Ago, 2024

Os Primeiros Mil Dias de Vida

“É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.” – Charles Chick Govin.

Os primeiros mil dias de vida da criança são essenciais no seu desenvolvimento. Estes mil dias iniciam ainda na barriga da mãe e completam-se quando a criança atinge os 2 anos de vida.

Porquê estes 1000 dias?

Porque está estudado que este período representa uma janela de oportunidades para um crescimento e desenvolvimento otimizados da criança e da saúde futura. Desta forma, a alimentação e a nutrição oferecidas durante estes 1000 dias são determinantes.

Sabe-se igualmente que, pelo contrário, se a criança e/ou a mãe não se alimentarem corretamente, há um impacto negativo e irreversível na saúde da criança no futuro, desde no seu desenvolvimento cognitivo, ao aumento da predisposição para doenças crónicas não transmissíveis como a obesidade, a diabetes, a hipertensão, a doença cardiovascular e o cancro.

Como posso contribuir para que o meu futuro bebé ou criança se desenvolva em pleno?

1. Planeamento da Gravidez

Primeiramente, é importante planear a gravidez. A mãe deverá ser acompanhada por profissionais de saúde, fazer todos os exames necessários, ser suplementada corretamente e monitorizar o desenvolvimento da gravidez junto da equipa médica e nutricional. Especificamente a nível da nutrição, além da correção de eventuais erros alimentares, é importante compreender se há carências, nomeadamente a nível do ferro, ácido fólico, vitamina B12, vitamina D, iodo e cálcio.

2. Amamentação

A amamentação constitui um segundo período crucial. Além de toda a envolvência física e emocional do ato em si, é através da amamentação que a mãe alimenta o seu filho, mas também lhe passa imunidade/defesas. Nesta fase, garantir que a mãe apresenta um bom equilíbrio entre o gasto energético, a sua composição corporal e os seus níveis de atividade física é importante.

3. Alimentação Complementar

Deve iniciar-se entre os 4 e os 6 meses de idade. Para além de aspetos nutricionais, a sua introdução implica uma avaliação da maturidade do lactente (por exemplo, segurar perfeitamente a cabeça, começar a demonstrar capacidade de “varrer” a colher) e implica a avaliação regular do peso do bebé. Os alimentos sólidos não devem ser introduzidos antes dos 4 meses, porque o sistema gastrointestinal do bebé ainda não está totalmente desenvolvido.

Esta fase de introdução é muito importante porque vai permitir que a criança se habitue aos sabores, texturas, mas também que a sua parte hormonal se adapte devido à transição para uma alimentação mais rica em hidratos de carbono. Quanto mais tarde for introduzida a alimentação sólida, maior é o risco de rejeição dos alimentos pela criança, assim como desenvolvimento de potenciais riscos nutricionais e alergias alimentares.